No banco: Pepe

O primeiro homenageado desta série é José Macia, o Pepe. Nascido em Santos em 25/02/1935 e consagrado como um dos maiores atacantes do futebol brasileiro e o maior artilheiro, humano, do Santos Futebol Clube com 405 gols, Pepe trilhou uma bem-sucedida carreira ocasional de técnico de futebol.
Ele foi o técnico que levou o Tricolor ao seu segundo título de Campeão Brasileiro em 1986. A final, disputada somente em 1987 contra o bom time do Guarani, foi a mais emocionante de toda a história do Campeonato Brasileiro. Seu grande valor foi ter domado um time de feras para a conquista daquele extenuante torneio.

Pepe chegou ao São Paulo após o Campeonato Paulista de 1986, quando realizou a façanha de conquistar o título com o time da Internacional de Limeira e deixou o Tricolor ainda nos primeiros meses de 1987. Ao todo, comandou o time em 45 jogos e foi vitorioso em 22 vezes, além de 16 empates.
Até pouco tempo atrás ele continuava a ser requisitado para treinar alguns clubes devido à sua reconhecida capacidade de montar equipes competitivas mesmo sem jogadores consagrados ou farto orçamento. A última equipe dirigida por ele foi a surpreendente Portuguesa Santista em 2003. E desta equipe o próprio São Paulo contratou alguns jogadores revelados por Pepe. O atacante Rico e o volante Adriano acabaram não brilhando no Morumbi, mas o meio-campista Souza até hoje veste a camisa do São Paulo e depois de Rogério Ceni é o jogador com mais tempo de casa.

Sua biografia foi lançada em livro neste ano de 2006. Além de relatar muitas histórias de sua vida num dos períodos mais ricos do futebol brasileiro, o livro conta com um título absolutamente fantástico: Bombas de alegria.
0 Comments:
Postar um comentário
<< Home